Críticas

“O livro começa com um choque e continua com choque e contrachoque, numa bela linguagem, revelando, ainda escondida atrás da capa, a cultura humanista do autor. Por vezes, parece ter sido escrito em quarta dimensão, pelo desenvolvimento da ação, como num filme. Não se trata de uma simples história, mas quase uma tese universitária transvertida em romance, a intenção do autor vai além de escrever uma história, quer demonstrar uma situação social calamitosa e mostrar como a sociedade é omissa com a justiça social, a intenção de demonstrar que o racismo é um câncer incrustado na nossa sociedade. Assim, o romance se transforma num libelo, um libelo apaixonado e exuberante. Três planos interagem: além do racismo da cor da pele, a violência da tortura, nos vinte e cinco anos de regime militar no país, e a criatividade social-religiosa fugindo da ortodoxia medieval.

São três livros, três histórias habilmente entremeadas, e, assim, congratulo-me com o autor pela coragem em escrever uma história complexa, imaginativa e de interesse e fundo social.”

Alfredo Rainho (diplomata aposentado e ceramista).

 

 

“Gostei bastante do enredo de Melanina, não somente por ser imprevisível, o que prende o leitor, mas também pela sua capacidade de tratar de um assunto sério de modo divertido, leve, e, ao mesmo tempo, epistemologicamente bem fundamentado. O estilo é muito bom, demonstra que o autor possui não somente vocação literária, mas também uma ampla formação. Posso dizer, com grande alegria, que Melanina está entre os melhores livros que já li.”

Cleberson Eduardo da Costa (escritor e professor universitário).